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Desvendando a apneia: dos sintomas ao tratamento


A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio causado pela interrupção anormal e frequente da respiração enquanto a pessoa está dormindo. Além de prejudicar a qualidade do sono, o problema pode levar a consequências mais sérias, como queda na qualidade de vida com o aparecimento de sonolência diurna, irritabilidade, falta de concentração, dentre outras.


A obstrução total ou parcial da passagem de ar nas vias aéreas superiores durante o sono pode acontecer com qualquer pessoa de vez em quando. No entanto, quando o problema passa a ocorrer com certa frequência - no mínimo cinco vezes por hora, podendo chegar a mais de 30 vezes por hora - é preciso procurar ajuda médica.


Mundialmente, aproximadamente 30% da população adulta convive com o distúrbio, que é um dos mais comuns associados ao sono. No entanto, a maior parte dos pacientes, entre 85% e 90%, convive com a doença sem receber diagnóstico e, consequentemente, sem tratamento.


Muito além do ronco


Um dos principais sinais da apneia obstrutiva do sono é o ronco, causado pela obstrução da passagem do ar nas vias aéreas, em alguns casos, seguido por engasgos. Além disso, outros sintomas frequentes são:


- sonolência excessiva e cansaço durante o dia

- dor de cabeça pela manhã (que, às vezes, persiste por horas após acordar)

- boca seca após acordar

- irritabilidade ou frustração

- queda na concentração


A importância do diagnóstico


Apesar dos sintomas serem fáceis de identificar, eles podem estar associados a outras doenças. Por exemplo, nem todo ronco é apneia. Por isso, a busca por um diagnóstico é fundamental: primeiro para identificar corretamente se é mesmo ou não apneia obstrutiva do sono; segundo, para identificar o que está causando o problema e, terceiro, para que a pessoa receba um tratamento adequado.


Pessoas com apneia têm maior risco de:


- desenvolver depressão

- ter problemas de coração

- ter hipertensão


Outros problemas de saúde que podem estar relacionados à apneia:


- obesidade

- diabetes

- problemas metabólicos e hormonais

- disfunção sexual, etc.


Ao procurar um médico especialista em sono, ele poderá fazer uma investigação do seu histórico pessoal e familiar, analisar os sintomas relatados e, em alguns casos, solicitar exames como a polissonografia.


A partir do diagnóstico adequado, é possível adotar tratamentos e mudanças de hábitos que podem ajudar a melhorar os sintomas da apneia.


Abaixo, listamos algumas soluções para quem convive com o distúrbio:


- Terapia com pressão positiva nas vias aéreas (PAP): a terapia mantém as vias aéreas abertas com ar pressurizado bombeado por uma máquina por meio de uma mangueira e uma máscara usada no rosto.


- Aparelhos bucais: alguns bocais mantêm a mandíbula ou a língua em posições específicas que auxiliam anatomicamente e melhoram a respiração.


- Cirurgia: alguns casos, podem requerer a realização de cirurgia para remover tecido na garganta e expandir as vias aéreas. Outro tipo de tratamento cirúrgico requer o implante de um dispositivo para estimular um nervo que ajuda a controlar a respiração.


Mudanças de estilo de vida


Mudanças de hábitos também podem ajudar a minimizar os quadros de apneia e melhorar os sintomas. Entre eles:


- redução de peso

- prática regular de exercícios físicos

- reduzir o consumo de álcool

- mudança na posição de dormir


Em nosso aplicativo, você encontra outras dicas e sugestões que podem te ajudar a melhorar seus comportamentos associados ao sono, melhorando a sua qualidade de vida como um todo.


Referência:

1. https://www.sleepfoundation.org/sleep-apnea


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